Bem vindo ao meu universo! Neste blog você encontrará textos de autoria de Ana Teresa Araújo Viana. Alguns textos são reflexões sobre diversos assuntos, outros são apenas o resultado de alguma madrugada inspiradora. Sem mais delongas, Deixa a Alma Respirar!







sábado, 9 de abril de 2011

Vamos Construir?


Acho horrível a capacidade que algumas pessoas têm de destruir. Destruir sorrisos, destruir manhãs, destruir sonhos. São pessoas que através de uma palavra, de um gesto, de um comentário maldoso ou de uma crítica mal estruturada espezinham, machucam, pisam, humilham os outros seres humanos ao seu redor. Por onde passam, deixam rastros de tristeza, angústia, vergonha, dor. Vão fazendo o dourado ficar cinza, vão desinventando as cores em sua jornada. Massacram corações, fazem chorar e nunca pedem desculpas. Essas pessoas, geralmente, têm o péssimo hábito de dar uma opinião mesmo que você não tenha pedido. Não são suas amigas, não são seus familiares, não sabem nada sobre você, mas te julgam assim mesmo. São aquelas que falam mal de você para terceiros, torcem pelo seu fracasso e comemoram qualquer vacilada sua. Criticam seu novo corte de cabelo, mas amanhã mesmo aparecem com um igual. Não te olham com amor, não desejam o seu bem, nem fazem críticas construtivas. Afinal, querem mesmo é destruir. Você, no caso. Sabem exatamente porquê você é do jeito que é, têm teorias mirabolantes sobre sua personalidade e de vez em quando despejam todo o conteúdo de suas mentes doentias na sua cara. Assim, sem mais nem menos mesmo. É quando você se assusta e começa a procurar motivos para tanto ódio, tanta amargura. Revira a memória, busca desentendimentos remotos, hipotéticas palavras de ofensa, qualquer coisa que justifique as atitudes daquelas pessoas. Mas você não acha nada. Você nunca brigou com aquela pessoa. Na verdade, você nem mesmo se lembrava dela até que ela viesse e botasse fogo na sua paz. É quando eu me pergunto: por quê tem tanta gente interessada em destruir a felicidade dos outros? Será que é falta de uma vida interessante, falta do que fazer, imaturidade, inveja, incapacidade de cuidar da própria vida ou simplesmente maldade, pura e desmedida? Bom, eu realmente não quero saber. Só sei que quero ser o mais diferente possível de gente assim. Quero construir. Nem sempre consigo, mas estou sempre tentando. O melhor caminho a seguir nessas situações é esquecer. Esquecer tudo aquilo que você escutou e que não te fez melhor, aquilo que te fez sofrer e não te engrandeceu em nada. Perdoar e seguir em frente. É hora de aprender a escutar apenas aquilo que constrói, que edifica. Todo o resto é bobagem.



(Que Deus nos ajude a tratar os outros como gostaríamos de ser tratados... O que você gostaria de receber: críticas construtivas ou negativas? E o que gostaria de ouvir: palavras de construção ou de destruição? Quantos de nós teria coragem de orar no final do dia: "Senhor, trata-me amanhã como tratei os outros hoje."?)

Texto 06 - Concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 ano!"

A Maria Rosa Araújo Viana, de 13 anos, ganhou o Sexto Lugar do concurso, com um poema intitulado: "Até quando, até quando violência?". Parabéns, Maria Rosa! Seu poema é muito verdadeiro e expressa bem a necessidade de se criar uma cultura de paz. ____________________________________________________________________
Até quando, até quando violência?

por Maria Rosa Araújo Viana


Todo ano morrem milhares de pessoas,

Milhares de pessoas vítimas de violência.

Todo tipo de violência:

São assaltos, atentados terroristas, sequestros.


Até quando, até quando viveremos assim

Num mundo marcado pela violência,

Sem a certeza de que estaremos vivos.


Penso nas famílias que perderam seus parentes

Seus parentes queridos

E naqueles que perderam seus amigos.


Com cada vida que se vai,

Vai um pedaço de alguém.

De quem amou, de quem criou,

De quem gerou, de quem quis bem.


Quando irão parar?!

Pais de filhos, irmão de irmão,

Amigo de amigo,

Quantos eles ainda separarão?


Quantos inocentes irão restar

Pagando com sangue e sofrimento

Pela maldade e loucura

Daqueles que semeiam o medo pelo vento?


É necessária uma nova cultura

De paz e de amor

Para que o ser humano reencontre em si mesmo

A face do seu Criador!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quando eu prometi viver cada dia como se fosse o último... ou simplesmente: Sobre vidas e borboletas

E de repente você se pega pensando na vida, na morte, no amor, na dor, no medo, em tudo. Bem na frente da TV, em meio a um telejornal que narra a morte de 13. E você começa a pensar também na fragilidade da vida, na ilusão do "para sempre", na mentira apregoada "há muito tempo pela frente". A verdade é que pode não haver tempo nenhum. A verdade é que o "para sempre" sempre acaba mais cedo do que podemos prever. Assim como as 11 garotas e os 02 garotos que provavelmente pensavam ter "a vida inteira" pra viver, que faziam planos para o final de semana, e que talvez pensassem em mandar um cartão de pedido de desculpas à mãe, por não ter lavado a louça quando ela pedira. Alguns preocupados com a prova da semana que vem - quem sabe?-, ou até mesmo ensaiando um pedido de namoro a ser feito praquela pessoa especial... 12 a 14 anos. Tão pouco tempo para quem pensava possuir a vida inteira! Talvez imaginassem morrer um dia. Mas com 80 anos, cinco netos a segurar-lhes as mãos enrugadas, e dois filhos a conversar com o médico. Provavelmente, eles não imaginaram que morreriam ontem. Não podiam imaginar, porque lá fora o sol brilhava, e o dia prometia, e havia a promessa de um futuro melhor. E havia ainda o final de semana, e poderiam então jogar todo o futebol esquecido nos dias de semana, e ir ao shopping, à casa da Fernanda ou da Julinha, e ainda podia ter até bolo de aniversário pro irmão caçula. E então no domingo à noite, iriam lamentar a eminente chegada da segunda-feira, e toda a lição, e tanta matemática. Mas iriam acordar na segunda! Iriam respirar, iriam caminhar sorridentes rumo à escola! E haveria farra e conversa paralela de enlouquecer o professor, todos contando ao mesmo tempo as novidades do final de semana. E isso faria toda a matemática valer a pena. Tantas vidas interrompidas aos doze! Tantas mais aos treze, aos quatorze! Interrompidas na marra, ao som de revólver disparando, balas estourando, e queimando, e doendo. Cheiro de medo e sangue no ar. Há quem diga que o melhor é ter mesmo 15 anos; outros preferem ter 18 e poder dirigir. Bom, eles nunca saberão. Estão todos adormecidos. Não vão crescer, não vão viver, não vão se casar, não vão ter filhos, nem fazer faculdade. Paralisados para sempre aos 12, 13 e 14 anos.


É quando você acorda dessa divagação sobre a vida, sobre a morte, sobre o ser ou não. E consegue pensar numa coisa só: poderia ser seu filho, seu irmão, seu amigo, seu pai, sua mãe. Poderia ser você, afinal. De repente, você se dá conta de que a vida é breve, que o "pra sempre" não existe, que as pessoas que você mais ama não estarão do seu lado para sempre, que a vida é uma borboleta que pode sair voando, inalcançável, a qualquer movimento mais brusco. E, de repente, você percebe que hoje é um presente, que essa hora é um presente, que esse minuto, esse segundo, esse milésimo, são todos presentes preciosos. Preciosos demais para se gastar de qualquer jeito, com qualquer coisa, com qualquer verdadezinha egoísta, com qualquer sentimento mesquinho. A vida é agora, acontece agora e não daqui a cinco minutos. Sim, cinco minutos fazem muita diferença.


O que será que todas essas crianças terrivelmente mortas trocariam por mais cinco minutos de vida?


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(Às vítimas da escola de Realengo.

O que poderia dizer a vocês, meus queridos e minhas queridas? O que dizer a vocês que amenize um pouco a dor, o sentimento de revolta, o sentimento de perda, que justifique todo o medo? Palavra nenhuma que eu disser, escrever, gritar, fará com que tudo se transforme apenas num cruel pesadelo. Nenhuma palavra minha tem o poder de fazer com que vocês se levantem e voltem a respirar. Então, ofereço a vocês o melhor que posso: meus pensamentos, minhas orações e esse texto, que é dedicado a vocês. Desejo que todos vocês sejam acolhidos por Jesus, recebidos com um abraço de Pai que só Ele pode dar. Dizem que Ele tem o melhor abraço do mundo, meus queridos. Um abraço que cura as dores, que apaga as tragédias, que retira o medo e devolve a paz. É isso: desejo que vocês sejam abraçados por Jesus e acolhidos por Ele no paraíso. Fiquem em paz.)

Texto 05 - Concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 Ano!"

O Quinto Lugar do Concurso foi conquistado pela Mariana Tavares Spezani, autora de "Mártir", um texto muito original e interessante. Parabéns, Mariana! Blog da Mariana: http://letraslivros.blogspot.com/

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Mártir

por Mariana Tavares Spezani

Acabara de sair do tribunal, mais uma causa ganha. Fora difícil e exigira muitas noites sonolentas de pesquisas e preparação, mas Letícia não estava feliz. Tentava manter a postura, a face séria e confiante que aprendera a usar, mas na verdade... Aquela dor dilacerava-a. Como poderia doer tanto assim? Era tão recente e, no entanto, a dor era tão profunda!

Logo hoje que fora trabalhar sem carro... Era mais torturante ainda ir andando pra casa, tentando não chorar ou fazer cara feia. Era uma cidade não muito grande, todos se conheciam, ela precisava manter a compostura! Mesmo que cada segundo a torturasse, heroicamente caminhava até sua casa, não muito longe, mas - ah! - como a dor era profunda!

Alguns dizem que dor é psicológica, basta se concentrar e você verá que, na verdade, não sente nada. Letícia adoraria ter uma conversinha com essas pessoas agora. Elas nunca deveriam ter sentido a dor que ela estava sentindo. E como era difícil manter a expressão séria quando tudo que queria era enroscar-se em um canto e morrer... Era desumano sentir tamanha dor!

Faltavam 3 quadras. Será que já sentira tanta dor assim na vida? Céus...

Uma mulher parou em sua frente, bloqueando a passagem e obrigando-a a parar. Sorria abertamente, uma velha colega de classe, da turma de direito. Tagarela, eternamente feliz. A pessoa errada para se encontrar em um momento como aquele.

- Letícia querida! Quanto tempo!

- Realmente, Lúcia. Você anda sumida. Mas eu to com um pouco de pressa...

A dor tendia a piorar, dava vontade de chorar. Com mais algumas palavras tolas e falsas, finalmente lúcia foi embora e Letícia pôde continuar seu caminho.

Duas quadras apenas.

Por mais que fizesse força, não conseguiu. A essa altura, as sobrancelhas franziram e a expressão de intensa agonia tomou conta de seu rosto. Mas como era forte aquela Letícia!

Conseguiu recompor-se apenas dois passos após. Tinha de ser policiar, ser disciplinada.Mais uma quadra e estaria em casa! Não que estar em casa pudesse ajudar realmente. Duvidava que até mesmo um tiro pudesse doer tanto.

Estava dividida entre o instinto de correr e a necessidade racional de manter o ritmo da caminhada. Faltava tão pouco... E doía tanto! Espetadas de agulhas pontiagudas... Facas rasgando-a.... Nunca fora o tipo de mulher que tem medo de barata, chora à toa e vive desmaiando mas, ao experimentar aquela dor, reconheceu que desmaiar seria perfeito. Uma saída muito fácil.

Finalmente... FINALMENTE. Entrou em seu prédio, grunhiu um rápido "boa noite" para o porteiro, nem mesmo viu se havia recebido cartas. Seu foco era penas o elevador.

Graças a Deus, estava subindo a caminho do 10º andar, seu apartamento! Sonhava com um banho, um descanso no sofá. Se ver livre da dor, quem sabe? Se nada desse certo, talvez tivesse algum veneno de baratas em casa que pudesse tomar... Qualquer coisa pra não ser mais torturada.

8º... 9º andar... Parecia uma eternidade. Aquele elevador sempre fora tão lento assim? Parecia que ria de seu desespero, de seu suplício. Quando finalmente entrou em casa, a irritação por aquela tortura ridícula superava toda a dor.

Trancou a porta, tirou a sandália que comprara essa semana e, apesar de maravilhosas e caras, jogou-as no lixo.

Finalmente, livre do tormento para sempre!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Texto 04 - Concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 Ano!"

O Quarto Lugar do Concurso pertence à Thayanna Mendes Araújo, que através de um texto tocante nos mostra a complexidade de um sentimento. Parabéns Thayana! Blog da Thayana: http://meuidoloeeu.blogspot.com/ ______________________________________________________________________ Meu coração arde quando te vejo, a angústia de não te ter do meu lado aumenta me tirando o fôlego. As pulsações são tão lentas que me assustam. Os pensamentos negativos me desafiam. O arrependimento vem à tona me perguntando se foi um erro me apaixonar. A insegurança acompanhada do medo me faz desistir desse amor e as lembranças de algo que poderia ser verdade me mutilam. Os segundos se tornam anos e as horas uma eternidade. A inveja que sinto das pessoas que podem te tocar me deixa completamente doida, capaz de fazer qualquer loucura. O ódio me faz desabar encontrando refúgio nas minhas próprias lágrimas. A depressão é contagiante, então me isolo esquecendo que lá fora eu tenho uma vida. A dor invadiu meus sonhos, transformando o que antes era doce em amargo, o que era colorido em preto e branco. Minha vida se desmorona. A distância é o fim e a tristeza toma conta, mas de alguma forma inexplicável a esperança se manifesta me alimentando para todo o sempre.
por Thayanna Mendes Araújo

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Texto 03 - Concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 Ano!"

A Paty Oliveira e a Vanessa Christiane ganharam o Terceiro Lugar do Concurso, com um texto que emociona ao falar de amor não correspondido entre amigos. Parabéns, meninas! O blog da Paty e da Vanessa: http://blogmundoimperfeito.blogspot.com/

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Por muito tempo você ficou atrás de mim, tentando me conquistar em cada pequeno gesto, seus olhos brilhavam ao me ver e inexplicavelmente me sentia segura ao seu lado. Por mais que você me pedisse, eu não conseguia abrir meu coração, na verdade eu não queria, me fechando em um mundo particular. Foi quando você me virou as costas e tudo passou a ser mais ameaçador. Sentia que não tinha a proteção que apenas você me dava. Não vou dizer que te amo,por saber que não é esse o sentimento; a única coisa que sei, é que sim, você faz falta, sim, você é mais do que um amigo. É um anjo que veio para me mostrar algo. Depois de palavras tão duras, você se afastou. Não te amo como você queria, porém você está aqui dentro, faz parte desse coração idiota, e me sangra ao ver seu olhar triste tentando me evitar. Não prometo que te amarei como homem, porém te amo de uma maneira que não suportaria te perder. Me perdoe se não consigo te amar, juro que tentei, porém não foi só você quem derramou lágrimas no silêncio do quarto. Eu também chorei, presa em uma situação que me faria te perder, independente do que fizesse. Perdão por não ter te dado o que você esperava. Por ter te feito sofrer por mim. Meu peito chora em sincronia com você, porém por sentimentos diferentes, mas medos iguais, medo de te perder. Me perdoe, amigo...


por Paty Oliveira e Vanessa Christiane

terça-feira, 5 de abril de 2011

Texto 02 - Concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 ano!"

O segundo lugar do Concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 Ano!" foi conquistado pelo texto da Ju Leiria, intitulado "Eu e o teu eu". Ju, parabéns! Seu texto é muito criativo e emociona pela sinceridade dos sentimentos inseridos no papel. Blog da Ju Leiria: http://juleiria.blogspot.com/ ______________________________________________________________________
Eu e o teu eu

por Ju Leiria


Eu e o teu 'eu imaginário' me bastam. Sou muito feliz te imaginando comigo do meu jeito, do meu lado. E só pra constar, nós somos muito felizes. Esses tempos eu te acordei cedo, antes mesmo de clarear o dia. Fomos viajar. Juntos, testemunhamos um nascer do sol belíssimo. Ficamos maravilhados ao apreciar os primeiros raios do sol tocar em nossa pele. Tu és uma ótima companhia de viagem, baby. Eu te levo sempre junto comigo. Pra todos os lugares. Nunca te abandono. Por onde passeio, sempre te carrego junto. Andamos de mãos dadas por aí, espalhando felicidade. E posso afirmar com certeza: somos um casal de dar inveja.Quando chove forte, tu estás sempre comigo, me abraçando, acalmando o meu coração. E depois da nossa chuva sempre tem um arco-íris. Eu te chamo depressa, tu vens correndo, e juntos curtimos a bela imagem colorida proporcionada pelos céus. E quer melhor companhia que a tua na fila do banco? Com esse calor, com tantas pessoas mal-educadas por aí, tu nunca me abandona, sempre dá um jeitinho de ficar ali do meu lado, me distraindo com palavras agradáveis, fazendo o tempo passar mais rápido. E a tua mania de ir deitar na cama exatamente na hora em que eu também vou deitar? Nunca me deixas esperando no colchão. Fazes sempre questão de deitarmos ao mesmo tempo, numa sincronia que até Deus duvida. Isso que é companheirismo. Mas, claro, não sem antes batermos aquele papo gostoso, fazer alguns planos pro finde ou confessar alguns pensamentos que ocorrem no momento. Tu sabe que eu não durmo sem o teu boa-noite. Tu estás sempre preocupado comigo. E eu contigo. Tu sempre me perguntas se eu já comi, se dormi direito, se estou feliz. Acho que sou a mulher mais sortuda do mundo. De onde tu tiras tanto zelo, tanto carinho, tanto amor? No próximo finde nós vamos pra praia, que tu tanto gostas. E já estou imaginando eu e tu acompanhando o movimento das ondas do mar, num lindo fim de tarde. Já te vejo contemplando a imensidão do céu, jogando bola com algumas crianças na areia... Já te imagino correndo em minha direção, com olhos curiosos, querendo descobrir as palavras que escrevi na areia. Ultimamente, temos conversado bastante, mais do que o normal. Acho que estamos nos entendendo bastante, apesar do teu ciúme bobo. Adoro acordar cedinho de manhã para discutirmos sobre a vida, sobre o amor, felicidade, sonhos... Meu coração anda tranqüilo, minha respiração suspira aliviada, meus olhos sorriem. Estou feliz. Estamos felizes.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Texto 01 - "Concurso Deixa a Alma Respirar - 01 Ano!"

Hoje é o dia do resultado do concurso que promovemos para comemorar o aniversário do blog. Foram inscritos muitos textos, cada um com sua beleza e sua inspiração. Sem dúvidas, foi difícil escolher apenas sete! Parabenizo a todos os autores inscritos. Esse foi mesmo um concurso da mais alta qualidade, graças a vocês! Agradeço a participação de todos! (Para lembrar: cada texto escolhido será publicado individualmente, cada um em um dia da semana que vai de hoje, 04 de Abril, a dia 11 de Abril.) Vamos agora à ganhadora do Primeiro Lugar do Concurso. Com um texto lindo, inspirado na música "Eduardo e Mônica" (Legião Urbana), a Isabela de Oliveira Nunes Costa, 14 anos, aborda de forma suave e romântica o amor. Realmente encantador. Parabéns, Isabela! Blog da Isabela: http://menosquesonhos.blogspot.com/ ___________________________________________________________________
Amor Alheio

por Isabela de Oliveira Nunes Costa

Alice Clara Lívia. O nome fazia jus à garota. Ela era estranha, e com o perdão da palavra, deslocada. Assim como a junção mal feita de seus nomes, ela não se juntava às pessoas. É como se ela fosse um óleo e mandassem ela se misturar com a água. Quimicamente impossível. Psicologicamente impossível.Ela já se conformara em ser diferente, em querer falar demais quando todos queriam silêncio, em querer pensar quando todos queriam agir. Em querer ser irresponsável quando todos queriam ser o exemplo. Eu, humildemente, penso que ela queria ser diferente e não sabia que já era. Ela sabia que tinha essência e sabia que não tinha amigos. Estava na mesma sala há três anos e ainda ouvia pessoas perguntando qual era mesmo o nome dela. Ela era exatamente o tipo de pessoa que não chama atenção, até você conhecê-la.E devo dizer, aquele garoto moreno com o sorriso de lado teve sorte. E quanta! Ele primeiro se sentou ao lado dela, era novo na escola e não sabia que todos a achavam um tanto quanto louca. Ele se sentiu insultado quando ela nem olhou para ele e fez questão de chamar a sua atenção. Pegou uma caneta do estojo dela sem dizer nada e escreveu na mesa o seu nome. Ela achou aquilo fofo, seus olhos brilharam e sua boca tremeu, escondendo um sorriso, pegou a caneta da mão dele e escreveu ali o nome dela, aquela junção descombinante de nomes suaves.Ele percebeu a estranheza do nome, e achou que era a cara dela. Não que ela fosse feia, tinha a pele branca coberta de sardas, cabelos ruivos brilhantes e lisos. Os olhos verdes misteriosos como quem sabe de um segredo delicioso e envolvente.E de repente ele passou a gostar de sardas, vai dizer que não são bonitas? E olhos verdes? Ele sempre gostará, ou ao menos ele achava que sim.E foi assim, o misterioso verde com o castanho envolvente dos olhos dele, um sorriso de lado e outra boca tentando não imitar a ação da primeira. Eles não tiveram uma história perfeita. Tiveram uma história verdadeira. E bem lá no fundo, eles me lembram os personagens de uma música, onde Legião Urbana canta como quem nem percebe que está cantando. Porque para mim eles são Eduardo e Mônica – aquelas duas pessoas completamente diferentes, mas que você não consegue imaginar separados.E deixa-me dizer, antes que eu esqueça, o nome dele é mesmo Eduardo, ela é mesmo de leão e a nossa amizade realmente dá saudades no verão. E quando eu mostrar esse texto para eles a Alice vai rir como quem sabe de algo que mais ninguém sabe e o Eduardo vai olhar para ela como quem realmente sabe qual é esse segredo. E eu? Eu vou ficar lá, tentando não procurar razão nas coisas feitas pelo coração.

Feliz Aniversário!


Há exatamente um ano atrás, criei esse blog com a intenção de organizar melhor as minhas idéias através da escrita. Porque, cá entre nós, quando escrevemos tudo parece menos confuso e as soluções parecem estar mais aparentes. Com o passar do tempo, o que era apenas uma tentativa de auto-conhecimento transformou-se em uma verdadeira paixão. E o "Deixa a Alma Respirar" se tornou o meu melhor amigo. Ao longo do último ano, todas as minhas idéias - umas mais sérias, outras menos relevantes, algumas apenas "coisas de menina", outras frutos de engajamento político e social - foram fielmente registradas aqui. Tem sido algo importante compartilhar com todos vocês tantos pensamentos. É maravilhoso ler todos os comentários, é mágico fazer parte dessa interação. Tomara que a gente comemore muitos e muitos outros aniversários juntos. E que cada vez mais gente faça parte dessa nossa realidade.

Que haja sempre partilha, integração, identificação, sentimentos e palavras...

Um brinde à inspiração!


Feliz Primeiro Aniversário para todos nós!

domingo, 3 de abril de 2011

Quinze minutos.


E hoje bateu uma vontade de texto grande, daqueles que a gente vira uma página, outra e depois mais outra e nem sinal de finalmente. Daqueles que quando a gente lê se esquece do mundo lá fora, dos problemas, das desilusões. Aqueles textos longos que enchem nossos olhos de palavras e nos esvaziam de infelicidade, de meios-termos. Que mudam a vida da gente, o olhar, o jeito de falar, o sentimento guardado no peito. Que mudam a gente - se não para sempre, pelo menos por quinze minutos.

sábado, 2 de abril de 2011

Pra valer a pena.

Ela precisa de alguém que fique, quando todos os outros iriam embora. Ela precisa de alguém que insista, calma e ternamente. Alguém que bata na porta, faça barulho, atire pedrinhas na janela até que ela saia de casa. Alguém que a espere sair na varanda para então começar uma serenata, ou que simplesmente tire do bolso um Serenata e lhe presenteie numa manhã, sem mais porquês. Alguém que tenha um grande sorriso e uma rosa nas mãos, de vez em quando. Que a busque no trabalho sem avisar, que a surpreenda e a faça se sentir viva. Que lhe envie um buquê de tulipas, exatamente porque ninguém envia buquês de tulipas. Que comece a cantar no meio da rua só para vê-la sorrir. Alguém que seja natural, doce e espontâneo na mesma medida em que é forte e decidido. Alguém que lhe ajeite os cabelos e lhe diga que toda essa rebeldia não passa de um disfarce para um coração tão meigo. Ela precisa de alguém que ria de seu eterno estado de estresse, e em seguida diga que ela fica linda quando está nervosa. Alguém que tenha um jeito único, capaz de fazê-la desmanchar-se em sorrisos, alguém com quem ela queira correr todos os riscos. Alguém que a olhe nos olhos e diga com firmeza que não, não vai embora, porque no fundo não é isso que ela quer.

Mas ela precisa, principalmente, de alguém que a faça querer ficar.



(Cena do filme Diário de Uma Paixão. Noah, - exemplo de alguém que realmente fez a mocinha querer ficar do seu lado, pra sempre - está dizendo: "Eu quero você por inteiro, pra sempre, você e eu, todo dia." )

quarta-feira, 30 de março de 2011

just breathe


Algumas noites combinam com festas, badalação, amigos, música alta, risos. Outras combinam com um bom livro, um filme no DVD e um balde de pipocas.

Bem, essa noite combina com vazio.

Nem sempre o vazio é algo ruim... Na maioria das vezes o vazio não é bom ou ruim, quero dizer. É só vazio, e ponto. A gente é que tem medo de ficar sozinho com nossos próprios sentimentos. Daí transformamos o que era só vazio em sofrimento e amargura.

Mas esse vazio é um vazio diferente! Quase beira a paz de espírito... Tem cheiro de cansaço, mas um cansaço bom. Que nem quando você trabalha o dia inteirinho, chega em casa, banho e cama. Aquela sensação de dever cumprido. De saber que está correndo atrás, sabe? E é quando eu sei que tô tentando ser melhor a cada dia. É tudo o que faço, tentar e tentar de novo. E então consigo olhar com mais carinho para mim mesma, e durante alguns segundos me compreendo mais. Porque mesmo que haja uma neblina lá fora, e eu não consiga vislumbrar o horizonte, alguma coisa dentro de mim me diz que o sol está prestes a nascer. Tá chegando. Vai chegar, eu sei. E o caminho parece mais certo; a jornada, mais segura.

E toda a dúvida se dissipa por um segundo. Dentro do peito, só certezas que se provarão em dias futuros.

No fim das contas, são as noites de vazio que nos fazem continuar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve!


Quem nunca conversou com um estrangeiro não vai saber do que estou falando. Ou melhor, vai sim. Todos os brasileiros, residentes em nosso território ou dispersos pelo mundo, estão cansados de ouvir, dentro e fora de nossas fronteiras:

" - Ah, o jeitinho brasileiro..."
" - Ouvi dizer que o Brasil é um país muito corrupto."
" - O brasileiro tem fama de ser preguiçoso, malandrão. Dizem que adora tirar vantagem de tudo!"

Enfim. Essas tristes sentenças e suas possíveis variáveis são ditas mais vezes do que o imaginado. Alguns sorriem amarelo ao ouví-las, outros gargalham abertamente ou ficam muito bravos, e há ainda uma pequena (se Deus quiser, bem pequena) parcela de gente que se sente orgulhosa. Isso mesmo. Orgulhosa de seu jeitinho, que lhe possibilita conseguir aquilo que quer, não importando a custa de quê. Isso eu realmente acho lamentável. Acho que é tanta pobreza de espírito, que não merece sequer mais um comentário.
Mas o pior de tudo, é que o bom brasileiro - sim, aquele honesto, trabalhador e íntegro, que devolve os 10 centavos a mais que recebeu no troco do pão (sim, ainda existe honestidade no mundo. Não, honestidade não saiu de moda) - acaba levando a má-fama que não merece. Porque quando os Estados Unidos "presentearam" o Brasil com o personagem da Disney "Zé Carioca", desde sempre retratado como preguiçoso, malandro, desonesto e fanfarrão, ninguém se lembrou que nem todo carioca é um Zé Carioca. Melhor ainda: ninguém se lembrou de que existem brasileiros muito diferentes desse tal Zé Carioca. Resultado: enquanto os E.U.A. têm o Superman, símbolo de todo o bem que um ser humano pode fazer, nós aqui do Brasil arrastamos pelo mundo afora o Zé Carioca. Enquanto a Liga da Justiça americana inspira gerações do mundo inteiro com ideais (em tese) nobres, a nós brasileiros nos foi dado pura e simplesmente o Zé Carioca. Você está satisfeito com isso? Eu não estou.
Não estou satisfeita porque acredito no Brasil. Amo meu país, admito suas falhas, seus defeitos, mas admito também a fé de nossa gente, o brilho de nosso olhar que anseia por dias melhores, a garra com que somos capazes de lutar por nossa sobrevivência. E eu simplesmente me recuso a partilhar desse discurso arrogante de certos ditos brasileiros que afirmam que "este país não tem mais jeito". Tem jeito, sim. Mas o que você, eu, cada um de nós temos feito para dar um jeito em nosso país? Temos acompanhado o candidato que ajudamos a eleger, suas políticas, seus esforços (ou a ausência deles)? Temos exigido obras públicas de qualidade, ensino público de qualidade, temos nos preocupado realmente ou ficamos apenas no falatório? Fomos às manifestações populares, apoiamos as greves que exigem salários dignos para o profissional da educação (base de toda uma nação!) ou ficamos aí parados, dizendo que "este país não tem mais jeito"? Temos dado um bom exemplo às crianças ou jogamos lixo nas ruas, fomos arrogantes com o vendedor, com a faxineira, desrespeitamos as leis do trânsito?

E quanto à vida particular? Será que realmente estamos fazendo o melhor que podemos?

Como exigir honra e integridade dos nossos representantes engravatados se pegamos aquela caneta que não é nossa de propósito, se não devolvemos os dez, vinte centavos que recebemos a mais no troco (ou até mesmo os dez, vinte, cinquenta REAIS), se furamos as filas, e fazemos vista grossa com todas essas falhas? Não estaremos alimentando a corrupção, este mal que deteriora nossos bosques que tem mais vida?
Será que quem não é honesto no pouco, nos dez centavos, pode ser honesto no muito, nos milhões, nos bilhões?

Eu não quero que meus filhos ouçam de estrangeiros que o Brasil é o país da corrupção. Não desejo isso a nenhuma geração. Então, resolvi escrever esse texto, que pode até ser taxado de "chatice politicamente correta". Não me importo, porque acho mesmo que estamos precisando de "chatices politicamente corretas". E atenção, queridos estrangeiros: não são apenas os brasileiros que precisam ouvir essas coisitas. Vocês também precisam. O mundo em geral precisa entender que um mundo melhor começa a existir quando as pessoas buscam ser melhores.
Ninguém é perfeito. A única diferença é que existem imperfeitos que buscam ser melhores a cada dia e imperfeitos que não fazem questão de se aperfeiçoar.
Desejo ser a primeira opção, sempre. E você? De que lado você vai ficar?

domingo, 20 de março de 2011

O problema era que ela se apegava demais às pessoas. E enquanto ela criava laços e expectativas, a vida apenas lhe concedia o sabor de uma nova decepção.

sábado, 19 de março de 2011


Tudo pode ser mais fácil e mais bonito, se você decidir que será.

A cada dia percebo com mais nitidez que quem faz a vida que queremos somos nós mesmos. Nada vai cair do céu, a vontade de estudar não vai aparecer do nada, a força pra superar aquele vício, mal hábito, sei lá, também não. Dias melhores passam por nossas mãos, primeiramente. As decisões que tomamos, os pensamentos que permitimos que invadam nossa mente, o que desejamos ao próximo e a nós mesmos... tudo é questão de escolha pessoal. De cada um, minha, sua, não importa se você é chinês, brasileiro, coreano, inglês, não importa a sua língua, a sua raça, credo, cor, orientação sexual. Não importa. A realidade é a mesma para todos nós: dias melhores passam por nossas mãos, por nossas atitudes e decisões. É preciso assumir a responsabilidade de realizar nossos sonhos. Todos eles. É preciso arranjar forças, vontades para levantar da cama todos os dias e continuar na luta pelo bem, pelo certo, pelo que fará você e o seu irmão felizes. Descubra a sua fonte de inspiração. Descubra o seu reservatório de energia positiva interior. Ele está aí dentro, em algum lugar, muitas vezes amassado por tanto negativismo que você insiste em guardar. Lógico que bem mais fácil que lutar para se tornar alguém melhor é se esconder dentro do velho discurso "eu sou assim, não mudo minha postura, não se meta na minha vida." É mais fácil, mais cômodo, mas será que faz alguém mais feliz?
A vida não tem que ser uma constante de dias fracassados, sonhos esquecidos, felicidade inalcançável. As oportunidades não estão esperando por você, não cairão do céu, o mundo não pára para que você consiga isso ou aquilo. Mas as oportunidades estão ali, esperando por quem der o seu melhor para conquistá-las.
Dias melhores passam por suas mãos. Um mundo melhor passa por suas mãos. Uma vida mais bonita e mais grata também.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O dia em que até o palhaço chorou.


É que às vezes as palavras cansam a gente. E a gente de repente se cansa de descrever cenas tão lindas, lugares tão acolhedores, pessoas tão adoráveis. A gente se cansa num repente, se cansa de estar sempre a escrever um conto de fadas inalcançável. Como a costureira que se cansou de costurar pros outros aquilo que ela mesma tem vontade de vestir. Ou então como o mágico que está farto de fazer crianças rirem de truques que ele sabe serem muito fajutos. Porque ele sabe que no fundo, são apenas truques, não há mágica ali. Porque há muito tempo ele parou de acreditar em magia. É que as vezes um escritor se cansa também do seu ofício... costurar mundos mágicos de perfeição. Que ele tem que ser tanta coisa de uma vez! Mágico, costureira, ator, poeta, navegante, descobridor, sabiá preso na gaiola mas que canta tão bonito... Mas dizem que o sabiá um dia cansou de cantar, também. E ele só chora quando lembra da menina que sonhou um mundo inalcançável através das palavras que ele botou ali naquele papel. E da mãe que um dia olhou praquele poema e desejou que o filho fosse escritor que nem ele, um dia. Tão triste ter tantas palavras em si e ser tão vazio de vida, de cor, de sangue correndo nas veias, de alegria em rompantes de otimismo! Tão triste saber que no fundo aquilo que se escreve só serve pra aplacar a tristeza de uma vida tão invida, pra preencher um vazio de mundo idealizado que ele sabe não existir! Dizem que até os palhaços choram de vez em vez.

O que resta então de um escritor que não tem vontade de palavra mais?

Resta só um bocadinho de esperança ali no lado esquerdo do peito, esperança de acreditar naquilo que ele escreve...

Resta só a vontade de encontrar as cenas bonitas descritas, os lugares acolhedores, as pessoas tão adoráveis que ele já cansou de escrever.

Resta o desejo de acordar num dia bem quente, olhar pela janela e ver um mundo bem diferente, e no cantinho da esquina vislumbrar sua própria assinatura... como pintor que reconhece mais um quadro seu.

Sobre o Concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 Ano!"

Queridos seguidores,

Estou aqui para mais uma vez pedir a participação de todos vocês no concurso "Deixa a Alma Respirar - 01 ano!".

Agradeço a quem já enviou seu texto. Certamente, será uma tarefa muito difícil decidir entre tantos textos lindos e criativos!

Mas para fazer desse um grande concurso, precisamos de ainda mais participações!
Conto com vocês para abrilhantar esse evento.
Com grande carinho,
Ana Teresa Viana.

terça-feira, 8 de março de 2011


E hoje parece tudo tão certo. E é como se todos os erros do mundo fossem lavados por essa chuva mansinha que cai lá fora. É isso: tudo está tão limpo. Bem claro agora. O coração parece menos comprimido, um tantinho mais esparramado no peito. Toda a ira do mundo aplacada por essa promessa de mansidão. E me esqueço da segunda-feira que está por vir, do sol que ainda não apareceu, dos telefonemas ainda não retornados, das soluções que ainda não encontrei. Por um instante, desejo apenas a simplicidade desse dia. Por um instante, desejo essa simplicidade pra vida inteira.

E penso ter descoberto a felicidade.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Concurso "Deixa a Alma Respirar - 1 ano!"

Queridos amigos e seguidores,

No dia 04 de abril, o Deixa a Alma Respirar estará comemorando seu primeiro aniversário!

Para brindar esse momento especial, proponho a vocês um concurso, que elegerá sete textos a serem postados individualmente aqui no blog, na semana do nosso aniversário.
(Um texto para cada dia da semana - 04 a 11 de abril.)

Conto com a participação de todos vocês!
Vamos fazer do Primeiro Aniversário do Deixa a Alma Respirar um encontro de autores e de palavras!

(PRAZO PARA ENVIO DOS TEXTOS: ATÉ 28 DE MARÇO)

Abaixo, seguem as regras do Concurso.

  • Como participar?
Participar do Concurso "Deixa a Alma Respirar - 1 Ano!" é muito fácil. Basta SER SEGUIDOR DO NOSSO BLOG e deixar um comentário nesse post, com um texto da sua autoria. Se preferir, você pode enviar o seu texto para o e-mail: anateresaviana@yahoo.com.br. Não se esqueça de colocar os seus dados para a divulgação. Nome completo é obrigatório. Idade, e-mail e blog são opcionais. Favor não enviar números de telefone, nome de cidade onde reside e outras informações de caráter muito pessoal.
  • Qual tipo de texto devo enviar?

Você é livre para enviar qualquer tipo de texto. Não há categorias específicas. Você pode enviar um texto narrativo, um conto, uma crônica, um texto dissertativo, um texto descritivo, uma poesia, enfim, depende apenas e exclusivamente de sua preferência pessoal.

  • Há algum tema específico?

Não há qualquer imposição de temas nesse concurso. Você pode escrever sobre qualquer coisa que queira. O tema é livre. Apenas pede-se que não sejam enviados textos de caráter sexual, preconceituoso e afins. Tais textos serão imediatamente desclassificados.

  • Quantas linhas? Quantos caracteres? Etc.

Não há número mínimo ou máximo de linhas e caracteres, porque acredito que tais coisas limitam a imaginação do autor.

  • Como será avaliado o meu texto?

Cada texto será avaliado individualmente e somente pelo sentimento que despertam no leitor. Claro que os textos deverão ter o mínimo exigido de correção ortográfica e gramatical. Nada de outro mundo, entretanto.

  • O que ganharão os autores dos sete textos escolhidos?

Os autores dos sete textos escolhidos NÃO ganharão nada material. O prêmio desse concurso é APENAS A DIVULGAÇÃO DOS TEXTOS AQUI NO BLOG. (Claro que isso pode dar ao blog do autor mais reconhecimento e prestígio, além de seguidores.)

O prazo para envio dos textos é até 28 de março.

Obrigada! Ana Teresa Araújo Viana.

terça-feira, 1 de março de 2011

Além de.

" Mais cores na sua vida."


Eu queria escrever alguma coisa linda e gentil, que fizesse o dia parecer mais colorido para quem ler; algo que emanasse alegria e vitória, algo envolto em certezas de esperança. Alguma coisa que realmente fizesse a diferença no seu dia, algo que se espalhasse feito poeira mágica, levando a todos uma mensagem de otimismo e de felicidade. Que toque corações, que provoque sorrisos e lágrimas, se for o caso. Escrever com um toque de promessa, de sublime, de transcedental, de tudo o que há de mais puro nessa vida e além dela. Escrever para despertar as emoções, as sensações, para aquecer os corações gelados, para fazer florir de novo, ao menos por um segundo.



- Eu só queria escrever algo além de palavras bonitas.